dezembro 2008


Uma pessoa perguntou a Confúcio: “O que o surpreende mais na humanidade?” Ele respondeu: “A humanidade perde a saúde para ganhar dinheiro e depois perde o dinheiro para recuperar a saúde.

Pensando no futuro com ansiedade, as pessoas esquecem-se do presente e não vivem nem para o presente nem para o futuro, vivem como se fossem imortais e morrem como se nunca tivessem vivido”.

Eu em minha busca diária optei por buscar meus sonhos sem esquecer-se da qualidade de vida tão essencial aos nossos dias, mesmo estando em lugares extremos eu estarei fazendo o que amo e isso bastam para que tudo fique bem no final.

Uma coisa fantástica em todas essas provas foram às pessoas que conheci que fizeram da minha busca momentos únicos então aqui fica meu desejo de feliz natal e um 2009 ainda mais desafiante para todos nós, pois com desafios nos transformamos e crescemos ainda mais.

Um especial obrigado a toda equipe Crocs que esteve comigo em cada prova me dando todo suporte necessário para uma conquista difícil, aos meus amigos que enviaram mensagem em todos os desertos, ao Herói Fung por me passar ensinamentos importantíssimos para me manter firme na busca e a minha família que me enche de entusiasmo para buscar ainda mais sonhos.

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Comecei o ano correndo a prova mais difícil do Brasil a BR135 onde corri os 217 km em 63 horas, mas não peguei a medalha, pois tinha que completar em 60 horas. Senti o cansaço da grande travessia feita em 2007.

Mas me preparei e fui para a China correr o deserto de Gobi e completar os 250 km de montanhas e pedras em 63horas e 43 minutos, voltei com o pensamento no Sahara dormi acordei sempre pensando no deserto mais quente do planeta, e corri em outubro os 250km com 52 graus e muita areia em 51 horas e 17 minutos.

Tinha um desafio ainda maior o deserto da Antártida o mais gelado, 15 dias após correr o deserto mais quente do planeta fui para Antártida na estréia na neve e correr a uma temperatura de 37 graus negativos. Enfrentando os ventos fortes e a neve pesada e úmida junto com a falta de ar das montanhas.

Foi um ano realmente incrível onde tive que me superar para enfrentar situações muito difíceis de ser superado: subir uma montanha a 3.000 metros de altitude, sentir um calor escaldante onde a água parece nunca ser suficiente ou cair a cada minuto na neve pesada e úmida da Antártida foi momentos que jamais sairão da minha mente.

Assim como ter contato com pessoas nos lugares mais hostis do mundo. Agora terei 15 dias para relaxar e fazer um trabalho de recuperação do meu fisiológico vai curtir meu filho e minha família.

Tenho que agradecer a Crocs por proporcionar essas conquistas e toda torcida feita pelos amigos.

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antarctica-0955É bom voltar para casa depois de uma grande busca, a busca de uma medalha que muitas vezes parecia não querer vir comigo, foram quase 15 dias entre ir e voltar, eu era o único atleta que nunca tinha entrado no gelo, ainda tinha a questão do clima que nos fez sentir sensações variadas, depois de sentir o corpo ficar super fraco e até pensar em parar, eu me mantive firme até pegar a tão desejada medalha na mão, ao chegar dei um forte abraço em minha mãe e no meu filho.

Eu tive a honra de ouvir da organização da prova que eu sou o primeiro sul americano a correr a Antártida, isso é algo que gostaria de compartilhar com todos os atletas brasileiros, argentinos, chilenos, uruguaios enfim toda a América do sul.

Também gostaria de agradecer as mensagens enviadas durante toda a prova.
Agradeço a Crocs, pois hoje a parte mais difícil para um atleta é conseguir chegar ao local da competição por falta de patrocínio e a Crocs apostou em meu trabalho.

Agora falta uma medalha para completar os 4 desertos, vou me preparar para em março de 2009 correr o deserto do Atacama, mas antes gostaria de fazer um desafio para arrecadar dinheiro para comprar uma cadeira elétrica para um garoto de São Domingos do Araguaia que não pode andar, me sinto com a responsabilidade de ajudar ele a melhorar sua qualidade de vida.

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cimg9858A minha sensação agora e de muito alivio por ter cumprido essa duríssima prova. Tivemos que enfrentar temperaturas abaixo de zero, neve muito alta que nos forçava a parar para sair dos buracos, subidas das montanhas cheias de neve, que nos forçava a parar para equilibrar a respiração e a umidade do ar. Tudo 100 %, causando uma exaustão quase que incontrolável. A mente sendo pega de surpresa por tantas dificuldades de avançar. Sim essa foi a mais duras das provas. Pensei que não iria conseguir correr mais. Meu corpo ficou muito fraco e nunca senti sensação igual.

Deveríamos correr a quinta e sexta etapa em uma ilha que forçou o navio se deslocar por 12 horas, mas o mar não deu trégua, com ventos acima dos 100 km por hora e  ondas de 10 metros de altura. Fez com que o navio parecesse um pequeno barco, onde balançou de um lado para outro com extrema  forca. Durante toda noite e todo o dia, eu vomitei muito com isso e as etapas cinco e seis foram canceladas. Seria impossível entrarmos no bote  cruzar ate a ilha.

A etapa antártica teve poucos quilômetros, mas os piores e mais duros que um atleta pode ter enfrentado. Até os atletas de países como Rússia, Estados Unidos e Inglaterra que estão acostumados com o frio, sentiram o clima da antártica que não se parece com outro lugar no mundo.

Estou muito emocionado em ter conseguido alcançar meu objetivo aqui e tenho que agradecer as mensagens do Ratinho, Vanessa, Douglas, minha Mãe e irmãs, Taisa, Pablo e Rodrigo. Vocês me animaram a seguir sempre. Meu filho Vinicius que esteve a cada minuto em meu pensamento me dando mais alegria

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